quarta-feira, novembro 01, 2006

Os Momentos mais Belos Feitos de Silêncio

Os Momentos mais Belos Feitos de Silêncio

Sempre me vi e revi entregue à minha melancolia existencial e, assumidamente, à suposta incompreensão e parasitismo do que aparentemente sou. Nunca me olhei com ambições, próprias do ser humano comum, mas com ideais e valores a ele inerentes que defendo convicta e empenhadamente. Nunca fui do género de existir para agradar. Não! Não agrado a toda a gente, só para agradar e ficar feliz comigo próprio e com eles. O carácter e a tranquilidade do meu interior é só comigo e guardo-o como um tesouro e uma relíquia muito valiosa desde pequeno. Sou sensível ao que me rodeia, apesar de não pertencer a ninguém em particular. A Beleza e a Felicidade não as compro, vivo-as à minha maneira, sem intromissões de quem quer que seja. Definem-me como uma pessoa peculiar, que penso ser errado e incorrecto aos seus olhos, apesar de preocupar-me à minha maneira, com o bem-estar e a felicidade dos outros com sinceridade absoluta, verdadeira.. Sou normal como a vulgaridade das pessoas! Enfim, sou pouco sociável, mas solidário e, tentando compreender a forma natural das pessoas, das coisas e do Mundo! Sei que só se vive de uma vez só, mas essa vida, será como a vejo, como a sinto, como a penso e como me emociona. Não a desperdiço, podem crer! Tudo ganha vida à minha volta quando descortino e percepciono atentamente o silêncio e a sua magia. A sala! Os móveis! A luz! As paredes! Os minúsculos insectos! Entranham-se em mim e fazem-me sobreviver, na pacatez dos meus intensos sonhos que se instalam, sem avisarem ou pedirem licença! Quando escrevo ou reflicto, as palavras bailam-me com emoção, pela forma exacta e excessivamente séria como saem do meu pensamento. Os textos e as ideias acontecem naturalmente, expressando o que vejo e revejo, incessante e nitidamente. Assolam-me, como é natural, momentos felizes e belos, porque os tenho escondido numa caixinha bem secreta, guardada dentro de mim! Bem guardados, porque vertem lágrimas sentidas de felicidade e encanto quando surgem. Pura ternura que coabita comigo! Esvaem-se num êxtase único de segredo pela sensação agradável de me pertencerem e darem sentido à minha pouco preenchida vida. São sonhos acordados, vigilantes, protectores! São lágrimas expressivas, plenas, intransmissíveis! A vida é um ciclo perfeito de emoções. Há o nascimento. Há a vida e, depois, o seu término. Nesse percurso há de tudo e, a tudo temos de nos agarrar, com garra e coragem, quase de um poderoso leão. É assim! Tem que ser assim! Talvez, exista Ele a proteger-nos, a vigiar-nos, ao nosso lado pronto a intervir. Será que Lhe podemos entregar a vida? Para muitos, a verdade é essa, inequívoca, sentida, única! Sinceramente, eu não sei! Como poderia eu saber? Existo somente! Tento viver unicamente! Com momentos belos e felizes, que tenho e acredito. Plenamente! Mas, acreditem. São meus! Só meus!

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