quinta-feira, novembro 16, 2006

Guardador de silêncios

Muitas vezes eu me vi triste por não poder guardar o tempo..
E várias vezes sentia como se estivesse a tentar segurar areia fina nas mãos.
E os bons momentos jamais voltariam


Mas então percebi que pra cada momento da vida...Eu estava a ouvir música.
E com essa mania de ouvir música eu consegui uma proeza.
Eu parei o tempo.


Simplesmente porque a música marca e pára o tempo..
Regista o momento, uma música para cada momento..
Dessa forma quando escuto música me transporto .


Me transporto para épocas antigas, Conseguindo assim...
De uma certa forma reviver o meu passado..
As coisas agora não ficam mais tão perdidas.


Através da música, fecho os olhos e me lembro exactamente
do que estava sentindo naquele momento... Bom ou ruim.
Percebendo assim que temos uma maquina do tempo
Tão simples e fácil de se usar.


O combustível dessa máquina e sua imaginação..
A estrada é uma canção.
E o guia, é o coração....
O medo feito silêncio

4 Comments:

Blogger espiral said...

Como guardar o tempo?
Lembro-me que alguém o fazia com sacos de vento!!!!
Abraço

1:13 da manhã  
Blogger espiral said...

Todo o dia procurei silenciosamente na minha memória, a ligação aos sacos de vento, que me ficou registada na memória, através de imagens duma peça de teatro vanguardista...
... acabei na net, procurando... e de facto surge um triangulo que guarda certamente o meu enigma de hoje... Ulisses, D. Quixote e Zaratrusta...

12:12 da tarde  
Blogger Poliedro said...

Concordo plenamente.
A música é um importante veículo para o sonho, para a divagação, para a riqueza introspectiva de absorver o silêncio, mesmo com um certo temor. A música delicia e atenua, não só a dor como o sofrimento. Transforma os momentos tristes em plenos momentos alegres pelo certo alheamento que provoca com delicia e encanto!
Um abraço

6:18 da manhã  
Blogger Poliedro said...

Como é bela a música quando entra com profundidade e encanto dentro dos sentidos!
Vivi sempre com a música, lado a lado.
Quando escrevo ou leio tem que ser no mais absoluto silêncio. Às vezes, tenho-lhe medo, ao silêncio. Um medo enorme e inexplicável. Mas, ele não faz mal. Repousa-me as ideias e faz-me sonhar, compondo-me e ajustando-me o pensamento.
Escreves muito bem. Desculpa dizer-te isto, mas quem me conhece sabe que sou sincero. Verdadeiro.
Abraço.

10:32 da manhã  

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