sábado, setembro 30, 2006

TABUS

Talvez a maior das prisões que nos afetam sejam relativas ao que se convenciona chamar de tabu.

Tabus são como sacrilégios que jamais se pode sequer pensar em fazê-los. São barreiras intransponíveis. Autênticas barragens sobre as quais se alicerçam as construções da hipocrisia social.

Quem, afinal, estipulou o que é, ou não é tabu? Sob que critários? Quem determinou as regras?

Penso às vezes em tantos tabus que existiram antigamente e que hoje são simplesmente ignorados. Penso nos tabus que carregamos, que nos coagem, sabendo que, certamente, em alguns dias, meses, anos, ou séculos, pouco importa, também deixarão de sê-lo.

Então, porque não agora? O que nos impede de ignorá-los desde já?

Apenas porque somos nós que nos impedimos realmente. Nós cobramos de nós próprios a aceitação dos tabús, afinal. Nós somos os guardiôes dos "nossos" tabus

Massai-Massai

4 Comments:

Blogger JotaCê Carranca said...

Aos tábus fço táboa rasa, ou tento.

10:47 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Nossos Tabus, nos estão colados na sombra de nós mesmos.
Maria Rita

10:43 da manhã  
Blogger Nilson Barcelli said...

Subscrevo.
Mas há tabus só ultrapassáveis a longo prazo...
Abraço.

8:36 da tarde  
Blogger Poliedro said...

" Nós somos os guardiões dos nossos "tabus". Comentário perfeito. Creio que aí está dito tudo. Com o evoluir dos tempos, com o evoluir da civilização, nós criamos e somos os responsáveis por eles. Já em criança me diziam: parece mal, não faças isso. Os "tabus" existem porque nós existimos. Penso, que apesar de não concordar, eles fazem parte da vida como nós fazemos. Cumpro, mas é preciso saber que "tabu" devo aceitar. Trata-se de uma questão de escolha e predisposição.
Fizeste bem na opção por esta reflexão que gostei.
Saudações amigas.

2:31 da manhã  

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