segunda-feira, setembro 25, 2006

Carcereiros

São tantas as prisões que nos limitam.

Afinal, tal qual passarinhos que nas suas gaiolinhas douradas, com comidinha garantida, não querem nem pensar no que fariam se um dia a portinha da gaiolinha ficásse aberta, temos é medo da liberdade.

É o velho dilema: Segurança/liberdade.

O risco do mergulho se contrapondo à mediocridade do mundinho pequeno burguês.
Resta o sonho. As viagens virtuais sem risco.

No fundo, muito mais que vítimas das prisões, somos mesmo é carcereiros também. Não. Não apenas carcereiros dos outros, mas sim carcereiros de nós próprios o que é muito mais grave.

Nós temos a chave da gaiolinha, mas mesmo assim tememos abrir a portinha e sair voando. Até quando?

Massai-Massai

2 Comments:

Blogger Nilson Barcelli said...

E o pior é quando perdemos a chave da nossa gaiola...
Abraço.

8:37 da tarde  
Blogger Poliedro said...

Concordo em absoluto com a gaiolinha. Desculpa, mas eu tenho uma chave no pensamento que serve para espreitar, sentir, viver e amar. Por vezes, quando espreito cá para fora e me agrada o que vejo, dou a volta completa à chave e abro o pensamento e as ideias, deitando-as cá para fora. Expresso a minha vida. Depois, torno a dar a volta à chave e adormeço as ideias, que são minhas, muito minhas. Sonho com elas. A liberdade não pode esperar, por vezes, e compenetro-me na felicidade que posso provocar nas pessoas, quando merecem e me estimam.
O teu texto é muito interessante e dava azo a muitas divagações.
Não esquecerei, de futuro a ler-te e a estar presente na tua bela escrita.
Abraço.

10:51 da manhã  

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